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sábado, 5 de maio de 2012

Velocidade média de conexão tem caído em todo o mundo.

Entre o terceiro e o quarto trimestre de 2011, a rapidez na transferência de dados diminuiu em 14%. Brasil apresentou redução mais suave.

De acordo com o último relatório “State of the Internet” (“Estado da Internet”, em uma tradução livre) da Akamai, a velocidade média de conexão com a internet em todo o mundo está diminuindo.
O levantamento apontou que, entre os países analisados, a rapidez na transferência de dados caiu em 93 deles, sendo que apenas 41 apresentaram aumento. Das dez nações que possuem as médias de conexões mais velozes do planeta, oito tiveram quedas em suas taxas – algumas delas significativas, como a de Hong Kong com 14%.
No geral, ou seja, considerando o mundo todo, houve queda de 14% na velocidade de transferência de dados do terceiro para o quarto trimestre de 2011. Contudo, esse contexto de decadência não reflete a situação em um período mais longo, já que a rapidez média teve um aumento de 19% entre os anos de 2010 e 2011.
 


O Brasil também seguiu essa tendência de queda, apesar de apresentar uma redução mais suave. A velocidade de conexão em terras tupiniquins caiu de 1936 kbps no terceiro trimestre de 2011 para 1766 kbps no trimestre seguinte desse mesmo ano – algo em torno de 8%. Segundo o site TechCrunch, o relatório não explica o porquê essa diminuição vem acontecendo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Maior parte do mundo está conectada por e-mail e rede social.

A maior parte do mundo está interconectada graças aos recursos de e-mail e de redes sociais como o Facebook e Twitter, de acordo com uma nova pesquisa divulgada na terça-feira.

E-mails são enviados e recebidos por 85 por cento das pessoas que estão conectadas à Internet, e 62 por cento delas se comunicam por sites de redes sociais, especialmente na Indonésia, Argentina e Rússia, que apresentam as maiores porcentagens de usuários.

Mais de 80 por cento dos indonésios e 75 por cento dos argentinos, russos e sul-africanos visitam sites de mídia social, de acordo com a nova pesquisa Ipsos/Reuters.

Ainda que o Facebook e outros sites populares de redes sociais, blogs e fóruns de discussão tenham sido criados nos Estados Unidos, a porcentagem de usuários no país era menor, com 6 a cada 10 usuários, e no Japão ela caiu a 35 por cento, a menor entre os 24 países pesquisados. "Mesmo que o número nos EUA seja de 61 por cento, a maioria dos norte-americanos usa sites de redes sociais", disse Keren Gottfried, gerente de pesquisa na Ipsos Global Public Affairs.

O fato de que mais de seis em cada dez pessoas do planeta usem redes sociais e fóruns sugere uma transformação na maneira pela qual as pessoas se comunicam. "É uma verdadeira interconexão e contato com os outros. Não se trata apenas de enviar e receber mensagens, mas de construir mensagens em diversas comunidades, e apenas as mensagens significativas se firmam", ela explicou.

"Parece que a maioria do planeta está se comunicando dessa maneira", disse, acrescentando que os números eram superiores à metade da população em quase todos os países pesquisados.

A Ipsos entrevistou 19.216 adultos em todo o mundo, na pesquisa online. A Hungria lidera no uso de e-mail, com 94 por cento, seguida por Suécia, Bélgica, Indonésia, Argentina e Polônia. O uso mais baixo de e-mail ocorre na Arábia Saudita, com 46 por cento.

A pesquisa envolveu entrevistas com pessoas da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido Rússia, Suécia e Turquia.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Facebook apresenta documentos para oferta de ações

O Facebook apresentou, nesta quarta-feira (1º), os documentos aos órgãos regulatórios para fazer uma oferta inicial de ações (o chamado IPO) em que espera arrecadar US$ 5 bilhões. A estreia da rede social na bolsa de Nova York está prevista para maio, com o símbolo FB.

A expectativa do mercado é que o IPO seja o maior para uma empresa de internet, superando o de quase US$ 2 bilhões do Google, feita em agosto de 2004.

Os documentos do Facebook  foram entregues à Securities and Exchange Commission, que equivale à Comissão de Valores Mobiliários do Brasil e que os disponibilizou na internet (confira aqui). A rede social selecionou Morgan Stanley e outros quatro bancos para lidar com o IPO. O Morgan Stanley já participou do processo de entrada na bolsa de outras populares empresas da internet, como o portal de descontos Groupon e a companhia de jogos para redes sociais Zynga.

Os outros bancos envolvidos são Goldman Sachs, Bank of America Merrill Lynch, Barclays Capital e JP Morgan, segundo o International Financing Review.

Uma carta de Mark Zuckerberg, que tem 27 anos e é o CEO da empresa, acompanhou os documentos. “Frequentemente, nós falamos sobre invenções como a imprensa e a televisão. Hoje, a sociedade chegou a outro nível”, disse. “Existe uma grande necessidade e oportunidade de conectar todas as pessoas do mundo, de dar uma voz a todos e de ajudar a transformar a sociedade do futuro.”

O salário do CEO, que atualmente tem uma base de US$ 500 mil, deve cair para US$ 1 a partir de janeiro de 2013. Ele seguirá ganhando os rendimentos de sua participação acionária na companhia.

845 milhões de usuários
Segundo os documentos disponibilizados pelo Facebook, a rede social tem 845 milhões de usuários ativos, que publicam 250 milhões de fotos por dia --os dados são de dezembro de 2011. Entre cliques em “curtir” e comentários, são 2,7 bilhões todos os dias.

Analistas acreditam que o site vai chegar a 1 bilhão de usuários em agosto próximo. Em 2011, ele se tornou a rede social com mais seguidores no Brasil, segundo pesquisas do Ibope e do comScore.

Nos papéis enviados aos órgãos reguladores, o Facebook também publicou dados financeiros. A receita em 2011 foi de US$ 3,7 bilhões e o lucro líquido, de US$ 1 bilhão. A receita vinda de parceria com a Zynga, que faz jogos para a rede social, representou 12% do total arrecadado em 2011.

Futuros milionários
O quadro de funcionários da rede social subiu de 700, no final de 2008, para mais de 3 mil em 2011. Como a empresa usa ações como forma de remuneração, fontes da agência Reuters disseram em dezembro passado que, mesmo sob uma estimativa conservadora, pode haver mais de 1 mil pessoas destinadas a receber mais de US$ 1 milhão em ganhos quando a empresa abrir seu capital.

Os primeiros funcionários do Facebook, que receberam participações acionárias, e os primeiros investidores do setor de capital de risco receberão as maiores recompensas, afirma a reportagem. Estima-se que Zuckerberg detenha pouco mais de um quinto da companhia, de acordo com David Kirkpatrick, autor de "The Facebook Effect". Mas o dinheiro também beneficiaria engenheiros, vendedores e outros funcionários contratados mais tarde, já que a maioria recebe salários e mais alguma forma de remuneração relacionada a ações.

O Facebook foi fundado em fevereiro de 2004 nos dormitórios dos alunos na Universidade de Harvard por Mark Zuckerberg, Chris Hughes, Dustin Moskovitz e o brasileiro Eduardo Saverin. Já no meio de 2004, a rede social recebeu sua primeira rodada de investimentos, feita por Peter Thiel, no valor de US$ 500 mil. O nome inicial do site era Thefacebook.

Atualmente o Facebook tem sua sede em Menlo Park, na Califórnia, e 3.200 funcionários. Mark Zuckerberg é quem tem mais ações na companhia, com 56,9% (informações prévias ao IPO).